sábado, 2 de abril de 2016

Rocio


Vinde, ó nuvens, fiz-me ledo
Após longo estio de espera
O torso dela, eis minha quimera
Cai-lhe, ó nimbo, o quão mais cedo

Molhe-a, ó chuva, por meus dedos
Tal rorejo eu não pudera
Ser tormenta, assim quisera
Serenei tão logo, tredo

Que restou de minhas esperas?
Não fiz delas mais que enredo
Forjador de primaveras

Na invernia fui brasedo
E ao rocio do corpo dela
Não fui mais que bardo, quedo

2 comentários:

  1. Que bom que voltaste

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  2. "Né pra isso que servem os vícios?
    A gente chapa e foge"

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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)