sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Vindima


Mádida saudade invoca o tato
E descerra a flor de vis intuitos
Eu cravejo o verso em seu pertuito
Ela evoca o gozo, encena o ato

Ai palavra antiga, ardil fortuito
Que me tentas no sentido lato
Nego à tua diabrura e sou cordato
Acedo ao poema, dissoluto

Eu no teu jardim semeei lavouras
Que a manhã se faz é de colheitas
Hoje lavro as putas, cumpro a meta

Outrossim, pousaram aves canoras
Meu amanho é o pólen que lhes deita
Mais que subsisto, sou poeta