sexta-feira, 15 de abril de 2016

Voejo

Under The Light (Fabián Pérez)

Palavra que arrefece sob a campa
Perdoas teu algoz de enfermo carpo
Não fora por vileza ou siso parco
Que tange a carne e, após fruir, descampa

Concerne ao seu ofício desditoso
O vão e inane adorno de tuas formas
E ainda que institua as próprias normas
Não foge ao seu destino, o presunçoso

Urdir na bruta frase um desatino
Não tendo mais que o punho como aporte
Ardil transmutação, feral menino

E neste elixir arrisca a sorte
Um Sísifo de olhar sempre vulpino
Confiando mais no voo que na morte

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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)