quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Lupicínios

Para Eli, pela nossa boemia.
Fonte: www.lobzov-canvas.com 

Nobre amigo, tu és garbo e bem ditoso
Como eu, se tens à mesa ainda um vinho
Vais fumando teu cigarro vaporoso
E me contas do amor em desalinho

Eu discorro das minhas lúgubres estórias
E também das mais vistosas que já tive
Que a vagina da mulher é-nos a escória
Mas que sem sua garapa não se vive

E por elas cá estamos sob a lua
A beber esta cachaça malograda
Na mais fétida taberna desta rua

E os fantasmas que trouxemos dão risada
Da minha sina malfadada e da tua
Sabem eles fenecer por sua amada

3 comentários:

  1. Não poderia pedir melhor presente saudoso poeta

    ResponderExcluir
  2. As reminiscências que o eu-lírico passa nesse poema é surpreendente, visto que traz lembranças simples que nos remete ao nosso próprio ato de viver. Lindo poema! Quando der, passe em Lectando-me.

    ResponderExcluir

"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)