sábado, 27 de janeiro de 2018

Engodo

Arte por Jack Vettriano

Palavra, tu consomes meu juízo
Propões baços cenários, ledo engodo
Se queres minha pena, o membro todo
Dentro da tua vulva, dê-me um riso

Antes de abrir-se em flor, olhai o aviso:
Sou bardo sem razão, vivo no lodo
Só tenho este Bordel, nele que fodo
As putas que inventei porque preciso

Entendas bem, falo de teoria
De quem pelo escrever vive cismando
Só tenho esta labuta vã e vadia

Perdoas, mas não deito verso brando
Escrevo cru, não há demagogia
Minto que sou poeta e vou rimando

Um comentário:

"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)