quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Cachopa

Arte por Robert Luciano

Me olhas com a ternura jovial
De quem propõe infernos proibidos
Sabeis dos meus desejos incontidos
Cachopa, o teu olhar é desleal

Bem sabes, sou um bardo pervertido
Procuro na palavra a carne, o mal
O corpo é minha esfera laboral
Um livro cárneo e vil, mui vezes lido

A relva encobre o talhe que me tenta
Dardeja a luz do averno sob o céu
Teu lábio, sensual polpa magenta

Cachopa, de tua vulva escorre o mel
Tisana que me cura e acalenta
Os crimes que herdei sem ser cruel

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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)