Arte por Robert Luciano
Me
olhas com a ternura jovial
De
quem propõe infernos proibidos
Sabeis
dos meus desejos incontidos
Cachopa,
o teu olhar é desleal
Bem
sabes, sou um bardo pervertido
Procuro
na palavra a carne, o mal
O
corpo é minha esfera laboral
Um
livro cárneo e vil, mui vezes lido
A
relva encobre o talhe que me tenta
Dardeja
a luz do averno sob o céu
Teu
lábio, sensual polpa magenta
Cachopa,
de tua vulva escorre o mel
Tisana
que me cura e acalenta
Os
crimes que herdei sem ser cruel


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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)