por Humberto Paixão
Trabalha embebido em cachaça
Na letargia ingrata da trapaça
Das palavras operando seu cinismo
O cigarro aceso e sobre a mesa
Seu poema que arde de vingança
Sobre o maléfico labor sem esperança
Para ter em casa uma luz acesa
De noite um criador de mundos
Como os gatos, nobres vagabundos
Na chuva fria da madrugada
Toma no cio o palco dos menestréis
De dia o delírio em pilhas de papéis
À noite os versos da carne maltratada


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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)