terça-feira, 16 de janeiro de 2018

A Maçã

Eve, por Anthony Christian

Há dias, sem piedade, o mal por vir
Despir o fausto talhe em meu soneto
Convence-me do inferno, ao que prometo
Libar sua natureza até ganir

Com a boca afeita ao mel me submeto
Os uivos da labuta assim cumprir
Não cesso até a dama se exaurir
E após, ela de quatro, a pica eu meto

Tentei em vão alguma polidez
Mas ela preza o falo com fervura
O membro rijo entrou com avidez

A dona perdurou em sua postura
Herdou o esporro vil com altivez
Senhora do esputar da verga dura

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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)