Pior
que eu, poeta és tu, e perduras
Atento
às palavras sem reserva
Gostas
de cachaça e boa erva
Fazes
teus poemas sem mesura
Tu,
Humberto, é vil, nem me preservas
Rouba-me
as palavras já maduras
E
elas, que aleivosas criaturas!
Deitam-se
à tua pena, feito servas
Pobre
e infausto andejo, ainda és ladrão
A
ti, canalha, os diabos salvarão
Só
por ter no verso o apogeu
Fazes
do infortúnio teu ofício
Somos
servos deste mesmo vício
Mas
tu és mais poeta do que eu


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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)