Vestindo
de tango o meu lamento
Cobre o céu com seu manto cinzento
Se dissipa azul, tolhe a rotina
Nas tardes tristonhas é um alento
Fazer companhia é sua sina
Veste a vida em som, ária ferina
Cobre o céu com seu manto cinzento
Se dissipa azul, tolhe a rotina
Nas tardes tristonhas é um alento
Fazer companhia é sua sina
Veste a vida em som, ária ferina
Ao bardo se torna um acalento
Quero
mais de ti, ó companheira
Dos
crimes que havemos cometido
O
que está por vir é o mais voraz
Sobre
o meu jirau, despida inteira
Musa
exposta, crime consentido
Ouvirei
os sons do que lhe apraz




