Te
olho com volúpia, oh lua moça
Alteias
sobre mim sem piedade
Olhando
o céu percorro esta cidade
E
o seu brilho reflete em cada poça
Eu
que só sei do céu por veleidades
Ao
chão me acostumei, oh vida insossa
Mas
tu, oh lua nova, sempre ouça
Os
cantos que componho por saudade
Já
rimo o mal comum, não tenho escolha
Só
resta-me escrever cismando à lua
De
tinta cobrirei folha por folha
E quando alguém me ver louco na rua
Lembrai
que fui poeta e não me acolha
Deixai-me
desfrutar da dama nua


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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)