terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Cachopa II



Te olho com volúpia, oh lua moça
Alteias sobre mim sem piedade
Olhando o céu percorro esta cidade
E o seu brilho reflete em cada poça

Eu que só sei do céu por veleidades
Ao chão me acostumei, oh vida insossa
Mas tu, oh lua nova, sempre ouça
Os cantos que componho por saudade

Já rimo o mal comum, não tenho escolha
Só resta-me escrever cismando à lua
De tinta cobrirei folha por folha

E quando alguém me ver louco na rua
Lembrai que fui poeta e não me acolha
Deixai-me desfrutar da dama nua

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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)