Arte por Ralph Burke Tyree
Eu,
devoto atroz de sua nudeza
Ser
doentio que em chamas arde
À
boceta, vou tecendo, sem alarde
Um
poema só afeito à natureza
Versos
ímpios, carregados de rudeza
Jus
não fazem à flor bela que se abre
Oh
cabrocha, o teu inferno que me guarde
Dos
delírios que disponho sobre a mesa
Se
ao menos te mostrasses uma vez
Não
riria o povo de minha loucura
Para
eles és fruto da insensatez
Só
a mim desvela-se, magia pura
Aproveita-te
da minha embriaguez
Quando
vou gozar enfim, cessa a leitura


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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)