Para Doris, o maior Poeta do Centro
Nobre amigo que partiu desta modorra
In memoriam, eis os versos que
bebemos
Da mesma vida amorfa, ambos descremos
Do mal que te levou talvez eu morra
Dos bardos marginais que conhecemos
Tu foste o mais fiel, levaste à forra
Fumais, bebeis, gozando toda porra
Na cara social de quem riremos
Cá sigo pelas ruas que cruzavas
A ir e vir em denso pensamento
Não sobra sombra ao chão, já nada presta
Eu paro pelos bares em que andavas
E logo vem algum contentamento
Beber em tua memória é o que nos resta


