Airosa, a dama bela e já madura
Ensina-me
o que a vida lhe fez mestra
Em
muitas posições ela me adestra
Devoto-me
aos preceitos com fervura
Discípulo
leal da amásia destra
Do
livro cárneo e vil fiz releitura
À
sua vulva em flor faço mesura
A
mim é do parnaso uma fenestra
Seu
pomo já maduro ainda mata
Minha
sede de mamífero enjeitado
Nas
noites de torpor busco acalento
Por horas sem descanso me maltrata
E faz de mim seu pajem, seu criado
Escrevo-a sem ter consentimento


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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)