Deixou-se
desnudar pro meu encanto
Mirei
seu torso níveo e sacrossanto
Um Éden sem Adão, que os anjos provem!
Um Éden sem Adão, que os anjos provem!
Piedosos,
despojados de seu manto
Seus
braços feito bênçãos me envolvem
Ungidos
nossos corpos se revolvem
Lançando ao meu vigor logo um quebranto
Lançando ao meu vigor logo um quebranto
Seu
pomo, ainda verde e vicejante
Palpita
sob o órgão exaurido
Neófito
ao prazer, sumo do mundo
Gemeu
consoante o seu fiel amante
Vogais
abertas, gozo consentido
Agora
é musa vil de um vagabundo


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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)