sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Notícia

Jornal O CAPITAL - Ano XXVII - nº 282 - Jan. 2018 - Aracaju/SE

No canto inferior desta gazeta
Meu verso moribundo enfim descansa
Lá vai mais de uma década de andança
Ser bardo é viver sempre na sarjeta

Um mal que se carrega feito herança
Cuidar desta tarefa obsoleta
Mas hoje em companhia de um esteta
Vate dos mais cruéis, má vizinhança

Meu nome morre aqui, na folha erma
O dele sobrevém, sempre perdura
Artaud soube morrer, louco e fatal

Eu que mal sei viver, oh vida enferma
Repouso num caderno de cultura
Sem selo do governo e marginal

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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)