Jornal O CAPITAL - Ano XXVII - nº 282 - Jan. 2018 - Aracaju/SE
No
canto inferior desta gazeta
Meu
verso moribundo enfim descansa
Lá
vai mais de uma década de andança
Ser
bardo é viver sempre na sarjeta
Um
mal que se carrega feito herança
Cuidar
desta tarefa obsoleta
Mas
hoje em companhia de um esteta
Vate
dos mais cruéis, má vizinhança
Meu
nome morre aqui, na folha erma
O
dele sobrevém, sempre perdura
Artaud
soube morrer, louco e fatal
Eu
que mal sei viver, oh vida enferma
Repouso
num caderno de cultura
Sem
selo do governo e marginal


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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)