Ilustração: Milo Manara
Cá estou na
mesma aresta, inda letargo
Mirando o ir e
vir da expressa urbe
Imota, a mão
resiste ao que a perturbe
Ofício
desditoso e um tanto amargo
Deitar palavra
nua em meu soneto
Com rimas
eriçar-lhe a vil lanugem
Na boca restam
felpas e amarugem
É o custo pra
deixar nela um sineto
Me cobra em
demasia suas vontades
E faz de mim seu
servo dissoluto
Errante pelas
ruas da cidade
Lhe cubro com
meu cântico poluto
Sobre ela já
dispenso a sanidade
Sueto já não gozo
um só minuto


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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)