Palavra que se disputa
Empunha na boca o meu verso
Lançando no vento, dispersos
Os uivos de nossa labuta
Eu, quedo, tergiverso
Sou mácula em sua voluta
A tenho salaz, dissoluta
Ao que ela me tem perverso
Metia o meu verso, morteiro
Ao que a garra dela escalavra
Pra ver quem mentia primeiro
Gozando, assim como a palavra
Protelo pra ouvir seu griteiro
Mas ela não cessa e deslavra


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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)