segunda-feira, 28 de maio de 2018

Concertina II

Arte por: Mark Keller
  
Vem na noite erma a concertina
Vestindo de tango o meu lamento
Cobre o céu com seu manto cinzento
Se dissipa azul, tolhe a rotina

Nas tardes tristonhas é um alento
Fazer companhia é sua sina
Veste a vida em som, ária ferina
Ao bardo se torna um acalento 

Quero mais de ti, ó companheira 
Dos crimes que havemos cometido 
O que está por vir é o mais voraz

Sobre o meu jirau, despida inteira
Musa exposta, crime consentido
Ouvirei os sons do que lhe apraz

2 comentários:

  1. Sabe o que a gente pode fazer com isso? Chapar... Né pra isso que servem os vicios?
    A gente chapa e foge!
    um beijo
    (2)

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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)