Arte por: Mark Keller
Tu
que és dedilhada em palcos cheios
Afeita
aos aplausos e holofotes
A
dois bardos serve enquanto mote
Mas
só um goza dos teus floreios
Pobre,
ao outro resta como dote
Torpes
versos que faz com enleio
Jaz
sem melodia o devaneio
Foi
só um arrepio no seu cangote
Nem a todo artista é que a sorte
sorri com malícia, faz vontades
Uns a têm, outros inventam flores
Deste modo, confundindo a morte
Sabem disfarçar suas vaidades
Vão vivendo o véu dos vis vapores


... outros inventam flores
ResponderExcluir