Musa de Juno, orbe que vagueia
Sob céu vasto, faz
de mim vassalo
Contemplo ébrio,
trago-lhe um regalo
Buquê de versos
soltos que ela enleia
Sidérea beldade,
devoto eu propalo
o esplendor voraz
com que ela alteia
E no vazio do meu viver
a lua cheia
cobre de júbilo a
pua do meu talo
Celeste gozo de
profundas seivas
Rouba de mim as
horas diuturnas
Absorto, escrevo
desejando a noite
Rude campônio
cultivando as leivas
Não há quietude
nas horas soturnas
Cada golpe do ponteiro
é um açoite


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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)