Arte por: Delphine Cauly (1981)
Vivaz poesia,
arrepio d'um beijo insano
Aflora a carne,
enrijece as doidas luas
Letargos pomos,
vis auréolas, são duas
Furtam-me os
versos dum poema leviano
Lúbrico dorso das
palavras que tatuas
em tua derme, que
com devoção profano
Dispo o pomar, oh
musa do meu afano
Deitas na alcova,
com afã te prostituas
Já vens molhada
das palavras que enaltece
Deslize, orgia, tantas
mais que são voragem
E da roupagem do vergel
se desvanece
Desnuda inteira,
tuas mãos na mia cor agem
Ruborizando o meu
corpo que padece
Tiram do falo um
rigor cruel, selvagem


Selvagem... e cruel
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