Palavra, já não ris mais em meu colo
Nem andas a vagar por sujas ruas
Eu só, ando a cismar das causas tuas
Sou bardo, o mais piegas deste solo
Vagueio as madrugadas sob a lua
Te busco no etilismo, sou um tolo
Entre um e outro cigarro, meu consolo:
Lembrar-me a sua alvura inteira nua
Vês bem o que fizeste deste vate
Já rimo o mal comum, feito um mancebo
Mas eu não tenho glória nem quilate
Por meu verso funesto não recebo
Aplauso, prêmio, encômio ou disparate
Ninguém sabe de nós, só eu concebo


:/
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