Fotografia: Helmut Newton
Ateia, sem
piedade, a tua chama
Ao meu enfermo
carpo já confesso
Segreda estas
metáforas, te peço
As cubra com
lençóis da tua cama
Que ao teu
olhar meu pulso se incinera
E risca de bom
grado este luzeiro
Dos fachos,
mais custoso é o primeiro
O lume que o
segue prolifera
Mas hás de me remir,
tu és ledora
E levas junto
ao pomo uma ode
Aos pulcros
lábios de ave canora
Porém, é de
outros voos mais incodes
Que falo do
teu estro, ó predadora
Sabeis por ser
poeta, só se fode!


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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)