Ilustração: Milo Manara
Perdoas teu
algoz de débil punho
Palavra que se
despe ao meu versejo
Coberta de
quintais, à tarde vejo
Lhe cubro
feito a noite sem rascunho
As roupas no
varal segredam ânsias
Só sabem lhes
ouvir sombrios poetas
Ao teu salaz
forame apontam setas
Sucumbem todos
de letal vacância
Lançada ao meu
jirau, foi posta a salvo
Velei teu sono
a cálamo e tinteiro
Abriu-me
as alvas coxas, expôs-me o alvo
Quedei de pena
em riste, caborteiro
Compus profano
hino ao rabialvo
Pra nunca mais
deixares meu puteiro


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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)