Fotografia: Lia Leão
Fitei
nas níveas folhas um sinal
A
sina de que és igual perdida
Ateias
também chamas carcomidas
Me
chamas à tua teia sepulcral
Aflora
d’alva pele uma cissura
E
rogas nua escrita num bordel
O
ato se consuma no papel
Dilato
em tua ancha curvatura
Rendido
ao teu meão, mísero vate
Só
pôde versejar à tua greta
Envolto
na armadilha se debate
Devia
ter cautela à tua falseta
Mas
só sei confissões, não sou de esbate
Senhora,
o meu parnaso é tua boceta


Lembrou o desbocado e putanheiro Manuel Maria du Bocage!
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