Ao Bar do Dedé.
Tugúrio
de vadios e operários
Covil
de ilusões, as mais perdidas
No
hausto amargo em que se abranda a vida
No
sorvo álgido em meio aos brindes vários
És
tu o findo lar dos perdulários
Igual
desvão dos que mal têm comida
Ateiam,
todos, chamas carcomidas
Que
têm a embriaguez por corolário
Paragem
dos feitios os mais diversos
Sem
pompa, sem frescura, nem vestíbulo
Se
bebe e pensa o mundo da calçada
E
o teu leal freguês que tece uns versos
Não
há de pleitear outro latíbulo
Ao
termo da existência bem gozada


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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)