Palavra
que arrefece sob a campa
Perdoas
teu algoz de enfermo carpo
Não
fora por vileza ou siso parco
Que
tange a carne e, após fruir, descampa
Concerne
ao seu ofício desditoso
O vão
e inane adorno de tuas formas
E
ainda que institua as próprias normas
Não foge
ao seu destino, o presunçoso
Urdir
na bruta frase um desatino
Não
tendo mais que o punho como aporte
Ardil
transmutação, feral menino
E
neste elixir arrisca a sorte
Um
Sísifo de olhar sempre vulpino
Confiando mais no voo
que na morte


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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)