Arte por Vania Zouravliov
Um magro e esguio bicho rueiro
Por entre os carros, só, desvia
Nas madrugadas vaga e mia
Mas no mormaço anda ligeiro
Faminto, caça, dia a dia
E leva a presa ao cativeiro
Descansa o corpo num bueiro
À tarde dorme em demasia
Noturno ser, vadio e astuto
Vive sozinho e sem amor
Outros lhe chamam dissoluto
Ninguém compreende a sua dor
Feio, hediondo, mau, hirsuto
Mas ama a vida com ardor


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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)