Arte por: @tycheriee
Sinto estertores
pela ausência tua
Sem harmonia nesta
casa eu vago
Dum lado ao outro,
há dias sem afago
Nas noites frias
me confesso à lua
Estes meus versos
tornam feito trago
Que sorvo eu na
esquina da rua
Uma vez bardo que
a vida tatua
Na carne triste
este gosto amargo
O que fazer se já
provei o sumo
Viciei no cheiro,
feito um bicho entregue
Que não consegue
retomar o prumo
Ainda que sóbrio
tente eu fingir ou negue
A dor no peito que
me faz sem rumo
A
tua lembrança fausta me persegue


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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)