sábado, 23 de maio de 2020

Anonymus Szobor II

Arte por: @b.eatrizcb

Antes do tempo revolver-me ao pó
Fi-lo aqui mesmo, pois se morre vivo
Fantasma espúrio, vaga sem motivo
Bebe outros mortos, nunca anda só

A sua vida torta feito um nó
Já nada vale neste chão nocivo
Ó ente débil, mau e repulsivo
Causa ojeriza, nojo, pena e dó

Ó miserável que morai nos versos
Tíbios como ele, esta carcaça imunda
Pobre cadáver que descansa ao leito

Tantos infernos que traz submersos
Dentro da pele há um verme que circunda
E irrompe inútil quando sobe ao peito

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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)