Arte por: @b.eatrizcb
Antes do tempo revolver-me ao pó
Fi-lo aqui mesmo, pois se morre vivo
Fantasma espúrio, vaga sem motivo
Bebe outros mortos, nunca anda só
A sua vida torta feito um nó
Já nada vale neste chão nocivo
Ó ente débil, mau e repulsivo
Causa ojeriza, nojo, pena e dó
Ó miserável que morai nos versos
Tíbios como ele, esta carcaça imunda
Pobre cadáver que descansa ao leito
Tantos infernos que traz submersos
Dentro da pele há um verme que circunda
E irrompe inútil
quando sobe ao peito


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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)