Arte por: Emerico Tóth (1970)
Oh Musa encarna esta minh’alma
flébil
Fatal endosso do meu corpo em
flamas
Nos teus ais ouço as rutilantes
chamas
Ateando fogo neste bardo débil
Entre as conversas voltamos às
camas
Apalpo a fruta do teu corpo hábil
Da polpa escorre um sumo visgo e
lábil
Devoto eu bebo o mel que tu
derramas
Já amo e escrevo este amor no poema
Vate perdido – já não há mais jeito
Nem salvação. Vejais o meu dilema:
Quando escrevia ignorava o peito
Agora o rasgo. Prevejo um calema
Rebenta a onda que me
leva ao leito


Poema em que ruboriza o fatalismo de um amor sem barreiras.
ResponderExcluirSaudações bárdicas.
Juvenal Nunes