Imagem: Autor desconhecido/ Fonte: Pinterest.
Orgíaco labor que me consome
Deitar tantas palavras num soneto
Cumprir todas mentiras que prometo
Das putas que inventei saciar a fome
Famélicas letais, propõem quarteto
A tríade se despe e eu que as dome
Escravo do escrever que me consome
Afagos, felações, tudo eu cometo
Astuto, feito um bardo que dardeja
Maus versos que a todas, sim, convêm
Mas dizem só daquela que ele almeja
Maldito, não tem nome e nem vintém
Sua glória se resume a uma cerveja
Que paga ao escrever sobre um alguém


Ou prometer mentiras que não cumpre
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