Meu
coração é dado ao erro
Que
na penumbra tu maduras
Oh
tua forma airosa e pura
Faz-me
poeta antes do enterro
Cantar
teu bojo, eis mia loucura
E
eu me dedico com aferro
Rimo
estes versos, sou um perro
abandonado
à tua candura
Teu
corpo fausto eu já não sinto
Resta
escrever na sombra alheia
Ébrio
de fumo e absinto
Se
sou poeta de mão cheia
O
tempo engana, às vezes minto
Mas a saudade é fato, creia!

"Mas a saudade é fato, creia!"
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