terça-feira, 18 de setembro de 2018

Penumbra

Arte por: Zenón Sansuste Zapata


Meu coração é dado ao erro
Que na penumbra tu maduras
Oh tua forma airosa e pura
Faz-me poeta antes do enterro

Cantar teu bojo, eis mia loucura
E eu me dedico com aferro
Rimo estes versos, sou um perro
abandonado à tua candura

Teu corpo fausto eu já não sinto
Resta escrever na sombra alheia
Ébrio de fumo e absinto

Se sou poeta de mão cheia
O tempo engana, às vezes minto
Mas a saudade é fato, creia!

Um comentário:

"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)