Arte por: Fabian Perez
Carrego nesta caixa vil e imunda
Um órgão que é mordaz ao que ainda vive
Sangrento em todo amor que um dia tive
De angústia outra vez ele se inunda
Do ópio bebe vário em seu declive
Sua dor engole ácida e fecunda
Mortífero, ama a nobre e a vagabunda
E bate a mil, demônio, sejais livre
Contudo, o mesmo tempo que ora fere
Caiando as crinas sem dar afeição
Ferino não será em toda a estrada
Após os temporais ele confere
Ao velho bardo uma nova paixão
E a musa do porvir será inventada


Que vens fazer aqui, maldito?! Por que insistes nesta cumplicidade nossa? Por que não te desistes de mim?
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