Fonte da imagem: Pinterest
Palavra,
bela flor e astuta, lúbrica senhora
Empurra
minha cabeça e expele grave o seu gemido
Devoto
ao mesocarpo e afeito, já estou perdido
Escravo
dos crimes que invento antes de ir embora
Dos
lábios tropicais um sumo escorre decidido
Encharca
a minha boca ávida de aqui e agora
Eu
chupo a doce polpa e sinto que a vida aflora
A
cada vez que a língua rija acata o seu pedido
Não
há pudor, razão, moral para quem sente o gosto
dos
frutos que a estação laureia quem de afetos vive
Prazeres
dos sentidos vastos que afloram fatais
Queria
inda outra vez mirar aquele fruto exposto
Subir
mais uma vez na árvore que um dia eu tive
E lá morrer de amores tolos que só são carnais!


Não há pudor, razão, moral para quem sente o gosto...
ResponderExcluir