No
balouço desvairado, hora tardia
Com
volúpia, sem pudor nem testemunha
Com
a mão fizera o crime que eu propunha
E
a língua de prazer o membro enchia
Em
voz baixa eu lhe botava toda alcunha
O
meu verso depravado a puta lia
Meu
poema em sua boca resistia
E
às tentações do gozo se opunha
Não
perdura a luta contra a natureza
Foi
despejo do esporrar na boca rubra
Deu
um urro o pobre bicho saciado
Vendo
a lua na janela, ó vil beleza
No
preço de tal loucura ela lucubra
E amanhã viajará do mesmo lado

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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)