Arte por: Delphine Cauly (1981)
Musa e “Dona das divinas tetas”
Atiça em mim as horas de vigília
Noturna fuga ao seio da família
Fuga diurna ao coro dos caretas
Eu, sempre alucinado por bocetas
Hoje tenho uma por Musa, à revelia
Na parede do cenário onde relia
Os maus versos que fizera à sua greta
Na parede do cenário onde relia
Os maus versos que fizera à sua greta
Não gozo,
enfermo, pois ela delira
Só para
olhá-la enquanto não atua
Momento
raro, após ela se vira
Me olha,
encena, e embora ainda nua
Já veste
a máscara cênica que inspira
meus
versos: doidos cães à luz da lua!


"Mas você me navegou mares tão diversos
ResponderExcluire eu fiquei sem versos, e eu fiquei em vão"