segunda-feira, 9 de abril de 2018

Rapsoda


Arte por: Brent Lynch

Tu que cantas torto pela madrugada
Mia pobre amiga que tens um amor
Levais no peito este canto de dor
Que alumbra a noite, triste namorada

Amais um bardo, quanto dissabor
Não tens fortuna, és amargurada
Tu quando cantas, não quero mais nada
Basta-me ouvir-te, seja onde for

Teu canto é zelo, enobrece a alma
Se hoje é mouco, alguém há de ouvir
Além dos bares desta rua calma

 Quão venturoso, temos de convir
Sozinho escuto, sem outra vivalma
Teu canto ermo, cousa do porvir

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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)