Palavras no balcão e na vitrina
Comércio putrefato deste artigo
De luxo ou popular, jaz sem perigo
Alegra a superfície da latrina
Poetas sem pesar, num fausto abrigo
Permutam bons aplausos por propina
Gracejam, pavoneiam-se na esquina
E brincam de imitar algum mendigo
No fim tomam seus carros, vão embora
Fazer os comerciais da brincadeira
Quem sabe até estampem a revista
E a rua com seus males sempre fora
daqueles que não têm eira nem beira
Desprezo à burguesia oportunista!


Mihi opus est ad os loqui
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