Ensaio um débil verso na calçada
Quisera a salvação, pus sobre a mesa
O corpo indecoroso de Teresa
Roguei-lhe iniciação, hetera amada
Conceda-me o clamor, dama safada
Descremos, ambos, da moral burguesa
No copo se dilui qualquer certeza
Nos resta a existência, o ser e o nada
Enfermo ser, por vozes combalido
Devoto dos teus ais, tudo que anseio
Morrer, pela tua vulva, engolido
Apraz-me o teu furor, nosso recreio
Deliro, pobre diabo, assim ferido
Sou ébrio, cismo à lua e devaneio


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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)