Por que tu negas tanto as diabruras
Que os meus apelos vis propõem cumprir?
Nos priva do regalo enfim sentir
Não vês que somos débeis criaturas
Adias sem piedade o mau porvir
Por que tu, nega? Há tantas criaturas
Elejo a bela dama por lisura
Mas ela sempre há de renuir
Eu quedo, sou mamífero enjeitado
O bar é meu tugúrio mais profundo
Só bebo com fantasmas do meu lado
Infausto ofício e mau, porém fecundo
Palavras vão erguendo o vão legado
Sou só, sou escritor, sou vagabundo


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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)