Mádida
saudade invoca o tato
E
descerra a flor de vis intuitos
Eu
cravejo o verso em seu pertuito
Ela
evoca o gozo, encena o ato
Ai
palavra antiga, ardil fortuito
Que me
tentas no sentido lato
Nego à
tua diabrura e sou cordato
Acedo
ao poema, dissoluto
Eu no
teu jardim semeei lavouras
Que a
manhã se faz é de colheitas
Hoje lavro
as putas, cumpro a meta
Outrossim,
pousaram aves canoras
Meu amanho
é o pólen que lhes deita
Mais que subsisto, sou poeta


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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)