Arte: Gérard Schlosser
Desmedido
ser, sonho anelado
Desvairada
rosa, flor infame
Gozo
em verso e prosa o teu forame
Sobre
o teu furor ando cismado
Ávida
e tenaz, propõe certame
E
descerra vasta do meu lado
Cedo
à perdição, tardo esfaimado
Cubro-lhe
de tinta, o que é retame
Nas
horas soturnas faz-se afável
Ladroas
meu sono e minha memória
Face
à alvorada irrevogável
Eis-nos
dois gozados, dois sem glória
Díade
infeliz, par miserável
Tu
és desrazão, eu sou escória


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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)