Ao poeta Rafael de Oliveira
Chuvosa,
se espargindo a tarde fora
No
colo do arquiteto intangível
E
o sino badalando com modorra
Prenúncio
da hora sacra fez-se crível
Descrida,
entre mãos criadoras, a brasa ardia
Ei-los
malditos e condenados seres
Dividindo,
mais que o fumo, seus viveres
Inebriante
além do vinho és poesia
E
o regente capcioso do universo
Ao
contemplar o ébrio duo sob os vitrais
– Que
erigia sob prosa e sob verso
A
mais vasta dentre todas catedrais –
Das
paredes libertou-se tergiverso
Et habitavit in nobis


Bravíssimo!
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