Vasta
exploração de linguagem, este mundo
E
o modo como a luz incidia sobre a tarde
Era
o meu motivo vão e frívolo, sem alarde
De
propor-lhe um parlatório vagabundo
Vens,
dama vespertina, olhar profundo
Que
na malha urbana estou de varde
Tua
airosa companhia que me guarde
Das
fingidas juras do outro mundo
Quero
o aqui e agora, esta cidade
Que
do chão emanam formas cavas
E
sombras conclamam poesia
Vês
que já dispenso a sanidade
Vens
olhar a esmo as formas raras
Eis
nas cousas vãs toda a magia


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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)