Arte por: autor desconhecido
A
noite ali tateia com mil cores
Meu
olho ela alucina, ó insensata
As
formas das palavras que desata
Disformes,
cultivam na mente flores
Vejais,
aonde flores tu, sem data
de
volta, só a viagem, seus vapores
Quimera
do prazer, livre de amores
Orgíaco
labor que o sonho acata
Acordo
noutra esfera, simples, mente
Desfeita
dos matizes que alucinam
Lisérgico
labor de um pobre enfermo
Ouvia
sobre o coro da serpente
Mas
sonhos são cruéis, sempre terminam
E resta só a memória, ó lugar ermo


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"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)