Para Eli, pela nossa boemia.
Fonte: www.lobzov-canvas.com
Nobre
amigo, tu és garbo e bem ditoso
Como eu, se tens à mesa ainda um vinho
Como eu, se tens à mesa ainda um vinho
Vais
fumando teu cigarro vaporoso
E
me contas do amor em desalinho
Eu
discorro das minhas lúgubres estórias
E
também das mais vistosas que já tive
Que
a vagina da mulher é-nos a escória
Mas
que sem sua garapa não se vive
E
por elas cá estamos sob a lua
A
beber esta cachaça malograda
Na
mais fétida taberna desta rua
E
os fantasmas que trouxemos dão risada
Da
minha sina malfadada e da tua
Sabem
eles fenecer por sua amada


Não poderia pedir melhor presente saudoso poeta
ResponderExcluirBravo ! Bravo!
ResponderExcluirAs reminiscências que o eu-lírico passa nesse poema é surpreendente, visto que traz lembranças simples que nos remete ao nosso próprio ato de viver. Lindo poema! Quando der, passe em Lectando-me.
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