Que têm os barcos, com meu peito aberto em suas proas e meus viveres inscritos em seus cascos, de tão poéticos? Diz-me um amigo, sabido dessas cousas, que trazem meus sucessivos cadáveres amarrados em seus mastros, que venho à tona de todos os naufrágios. E sempre há nas enseadas um olhar tenro me esperando, um afago semântico sobre este corpo marcado pelas travessias...
Erigi a morada nas costas e fiz varanda de mim. Logo escrever poemas tornou-se uma coisa desnecessária. Desde então somente os faço com segundas intenções...
Carrego comigo grandes marcas de minha travessia...
ResponderExcluir"O mar batia em meu peito, já não batia no cais"
ResponderExcluirDrummond.