sábado, 2 de julho de 2016

Porfia

Man at the bar IX (Fabián Pérez)

Lúbrico botão de elãs quiméricos
Rompe a tarde ao meio entre as pernas
Empilham-se os vates nas tabernas
No plangor de tê-la, cadavéricos

Sobrelevam obras ao teu charco
Adentrando a noite, moribundos
Seres morredoiros, vagabundos
Servos viciados no teu narco

Eu entre os demais, tíbio e sombrio
Tramo a distinção por culto à forma
Mas de pouco vale o anoso ardil

Um velho cronista escreve à jorna
De modo vulgar, em prosa vil
Hei de fenecer parelho à chorna­

Um comentário:

"Respeitar o trabalho do outro consiste justamente em submetê-lo à crítica mais rigorosa" (José Borges Neto)